sábado, 29 de maio de 2010

Recordar é viver (Parte 1)


Saudações Cruzmaltina a todos!

Começarei aqui hoje um quadro para relembrar os tempos de glória do nosso querido clube(1997 à 2000) e mostrar na história por que é chamado de o time da virada, que com certeza voltaram. Então começaremos por 1997. Em 1997, dava-se início a mais um camp
eonato brasileiro. E o Vasco estava longe de ser o favorito na competição, por dois fatores: Uma reformulação no elenco e a disputa de um torneio paralelo a Supercopa dos Campeões Sul-Americanos (Pois nesse ano houve o reconhecimento oficial da Confederação Sulamericana referente ao histórico Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões de 1948, este título tem o mesmo valor que a atual Libertadores da América.).
Mas reforços foram chegando na colina e nas mãos do técnico Antonio Lopes foram de grande ajuda durante campeonato nacional.

Mas não foram de efeito imediato, o Vasco teve um inicio não muito agradável, perdendo pontos nas duas primeiras rodadas até pelo fato de ser um elenco novo(No sentido de entrosamento). Como se não bastasse a falta de entrosamento do elenco, ainda havia a lesão de lenta recuperação de Juninho Pernambucano e o problema na renovação de contrato com o goleiro titular Carlos Germano (Hoje em dia os dois são ídolos do clube.). Parecia que a bruxa estava solta em São Januário. Mas demorou para o Vasco dar a volta por cima e começar a subir na tabela. Com os problemas na renovação de contrato com Carlos Germano o terceiro goleiro reserva Márcio ia se destacando e Odvan e Mauro Galvão na zaga se tornavam a zaga idieal no Vasco: A vontade, simplicidade e raça de Odvan se uniram perfeitamente com a experiência e a habilidade de Mauro Galvão, já na lateral o jovem Felipe, revelação dos juniores, a cada jogo que se passava mostrava-se muito habilidoso e de grande eficiência no apoio. Já no meio campo unia a bravura e coragem de Luizinho e Nasa com a maestria e classe de Juninho e Ramon na criação de jogadas e no ataque tinha Evair, cumprindo uma função tática no qual não era acostumado (Recuar, abrindo espaço para o outro atacante), mas o que tornava esse time uma máquina e temido por todo era Edmundo, o terror de muitos zagueiros.

Os jogadores dos outros times faziam de tudo para conter o ímpeto do pavio curto Edmundo, desde bancadas até provocações, mas a imprensa também pegava no pé de Edmundo como lembrar declarações polêmicas e sua antiga rixa com Evair (Parceiro de clube também no Palmeiras). Essas provocações à Edmundo continuaram até um momento que ele parou de conceder entrevistas e/ou declarações, parecendo que com a boca quieta Edmundo o futebol e suas atitudes disciplinares melhoravam a cada dia que se passava. Até uma certa quarta-feira em São Januário o Vasco jogava contra União São João, no qual o resultado final foi 6 x 0 Vasco, com mais uma atuação de gala de Edmundo marcando os seis gols e se tomando o jogador que mais gols fez em uma partida(Antes do feito era o ídolo vascaíno Roberto Dinamite) e também, mais tarde, o de maior artilheiro em um campeonato brasileiro com 29 gols (Antes do feito era Reinaldo o detentor de tal façanha) e assim Edmundo acumulava gols, o Vasco vitórias e os críticos se calavam diante aos feitos de Edmundo.

O time do Vasco parecia incompatível, até na Supercopa o Vasco perde para o River Plate , então quando todos achavam que o time do Vasco iria cair de produção, mais uma vez o vasco surpreende todos. Pois a derrota so lhe deu forças para seguir o campeonato nacional com mais raça e vontade e assim acabando a primeira etapa com uma boa seqüência de bons resultados, fazendo assim se tornar aos olhos de todos o favorito ao título brasileiro.

Entre os outros sete clubes que foram para a fase semifinal, o Vasco já tinha batido sete deles(Internacional, Atletico-MG, Portuguesa, Flamengo e Palmeiras, os outros dois, Portuguesa ele empatou e apenas o Santos ganhou do Gigante da Colina ).Na fase semifinal, o Vasco continuou mostrando a sua superioridade. Começou vencendo o Juventude fora de casa. A seguir, empatou em 1 a 1 com o Flamengo, um resultado favorável, levando-se em consideração a vantagem do empate na classificação, mas que foi comemorado pelos adversários como uma vitória. Foi dito que o Vasco havia sido amarrado com um "nó tático" e passaram a relembrar a eliminação do Vasco pelo próprio Flamengo no campeonato brasileiro de 1992. Tudo ilusão de quem no fundo sabia que não tinha time suficiente. Enquanto o Vasco, com uma tremenda pinta de campeão, vencia a perigosa Portuguesa no Maracanã e repetia a dose no Morumbi, o Flamengo perdia bisonhamente para o Juventude em Porto Alegre. Mesmo que o Vasco perdesse a próxima partida para o Flamengo, bastaria uma vitória sobre o Juventude no Maracanã na última rodada para passar à final, independente do resultado de Portuguesa x Flamengo em São Paulo.

Então com a "corda no pescoço" Flamengo entrou em campo, com a obrigação de ganhar . O técnico Antonio Lopes, sem pensar muito, posicionou o time para atuar nos contra-ataques. Mesmo assim o resultado foi melhor do que o esperado. Com mais uma atuação de gala Edmundo, marcando três gols, coincidentemente, foi o mesmo resultado do ano anterior. O grande porem era que nenhum dos dois times tinha chances de chegar a final do campeonato nacional, o Vasco estava classificado para a final do brasileiro faltando três rodadas de antecedência. Depois do empate com o Juventude para a torcida pouco importava os outros três jogos, aplicaram uma goleada em seu rival e ainda classificado para a finalíssima. Tudo era festa(Os outros três jogos o Vasco perdeu).

Era hora da grande final(14/12- Morumbi e 21/12-Maracanã) entre os lideres de seus respectivos módulos: Vasco e Palmeiras. O primeiro jogo foi Morumbi um jogo aonde Edmundo recebe o seu terceiro cartão amarelo e estaria fora da partida do dia 21/12, se não bastasse estar fora do jogo no dia 21/12 ainda recebe cartão vermelho por ofensa ao árbitro(aos 37 do segundo tempo), ou seja, de qualquer fora estaria fora do jogo no Maracanã(21/12), mas foi julgado e absolvido, então pode jogar o jogo no Maracanã também. E o segundo e ultimo jogo no Maracanã, foram jogos disputado e sofrido para ambas equipes e os dois jogos acabaram com o mesmo resultado 0 x 0, pela campanha o Vasco tinha vantagens pela igual diferença de gols. Assim tornando-se Tri-Campeão brasileiro e aumentando as esperanças para a torcida que pensava: "Sim é possível no ano do centenário Libertadores da América e o Mundial de clubes"


Por: Mateuzin da Colina

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